Recados

Dae Galera, chegou ao fim essa primeira aventura do Diário de Um Lunático, mas em breve começo a postar a parte dois, estou terminando de escrever a segunda parte e já comecei a escrever a terceira parte, então que gostou da primeira parte espere mais um pouco que em pouco tempo a segunda parte começa a ser postada. Abraços Thiago Ramone.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dia 21 de abril de 2012

Para quem estiver lendo, este é o meu diário, meu nome é Rafael, tenho 11 anos e decidi escrever sobre as coisas que acontecem no meu dia-a-dia, todos os dias vou escrever tudo que aconteceu de importante, hoje estou muito feliz, pois fiz 11 anos e ganhei muitos presentes, uma bicicleta, uma bola, um skate, um vídeo-game, mas o melhor foi o diário que ganhei do meu avô.

Sei que isso pode parece ultrapassado para o ano em que estamos, mas sei que vou escrever muita coisa aqui e que daqui muito tempo alguém vai ler, espero que demore muito e que tenha muitas coisas para ler. Alguém vai saber tudo que fiz e tudo que aconteceu em minha vida, mas espero que demore muito para alguém ler.

Hoje o dia foi muito estranho, tudo começou quando o Marcos chegou aqui e a mãe pediu para eu ir ao mercado perto de casa comprar algumas coisas para o aniversario, saímos de casa e estávamos andando na rua e conversando, decidimos pegar um atalho pelo meio de um parque e de repente o Marcos tropeçou em uma caixa.

Ela estava metade enterrada no chão, nós desenterramos e abrimos ela, tinha uma carta de uma senhora para alguém, não sei para quem é, mas enquanto líamos a carta começou a sair uma nuvem de fumaça da caixa e a gente não conseguia enxergar nada. O Marcos começou a gritar de medo, mas eu não.

Começamos a caminhar tentando sair do parque e começamos a escutar uma voz de uma velha, paramos de andar e a senhora da carta estava na nossa frente, perguntando por que tínhamos lido a sua carta. Eu e o Marcos tentamos correr, mas a senhora apareceu na nossa frente e disse que tínhamos que fazer três coisas para ela voltar para a caixa.

Disse que precisava ir ao mercado e não tinha tempo para fazer as coisas, mas ela disse que se eu fizesse tudo certinho ela me dava tudo que eu precisava para o aniversario. Conversei com o Marcos e decidimos fazer o que a velha queria.

A primeira tarefa era colher umas folhas de uma árvore que tem no parque. A árvore ficava do outro lado do lago, contornamos o lago pelo meio do bosque e quando chegamos a árvore estava lá, somente ela sem nenhuma árvore ou planta ao seu lado.

O Marcos subiu na árvore para pegar a folha, mas quando estava em seus galhos ela jogou o Marcos no chão e perguntou o que a gente queria, fiquei muito assustado, mas sou corajoso e falei para ela que a senhora queria uma folha dela, a árvore disse que para subir em seus galhos e pegar a folha tinha de ser muito corajoso e não podia sentir medo, se não ela jogaria a pessoa lá de cima, como tinha feito com o Marcos.
Então eu subi na árvore e consegui pegar a folha, não senti nem um pouco de medo, pois eu sou muito corajoso.

A segunda tarefa era voltar e pegar a carta da senhora e dobrar a carta com a folha dentro, voltamos para o outro lado do lago, a carta estava no chão ao lado da caixa, peguei a carta e coloquei a folha no meio, toda vez que eu dobrava a carta a folha caia, o Marcos teve uma idéia e conseguiu dobrar a carta com a folha no meio.

A última tarefa era enterrar a caixa com a carta onde ninguém conseguisse encontrar, porque se alguém encontrasse a velha iria voltar com novas tarefas para a gente, conversei com o Marcos e lembramos onde era o nosso esconderijo.

Mas para chegar lá é difícil, tem muitos desafios, mas conseguimos chegar no esconderijo e enterramos a caixa com a carta atrás da casinha do cachorro do seu João, ninguém vai achar essa caixa nunca.
Voltamos ao parque e a velha havia sumido, não sabia o que fazer a festa já ia começar e eu não tinha comprado as coisas para a mãe e a velha também não cumpriu o acordo, resolvemos ir para a casa contar tudo para a mãe.

Quando a gente estava na esquina de casa apareceu um lobo e ele tinha uma sacola na boca, ele colocou a sacola no chão e falou que toda vez que a gente precisasse de ajuda era para lembrar da senhora e da carta, que ele viria nos ajudar, mas a gente não podia contar nada para ninguém, por isso estou escrevendo no diário. Na sacola tinha tudo que minha mãe pediu, era a parte do acordo que a velha tinha prometido, agora posso confiar nela sempre que eu precisar.

Entregamos tudo para mãe e ela fez um bolo muito gostoso, a mãe não sabe fazer bolo e tenho certeza que o bolo ficou muito bom porque os ingredientes eram da velha e não do mercado, mas a mãe não pode saber disso.

A festa foi muito legal e ganhei muitos presentes, todos meus amigos estavam lá, foi muito divertido, esse foi o melhor aniversario de todos, esse foi o melhor dia da minha vida, mas agora vou dormir, porque já são duas horas da madrugada e tenho aula amanha cedo. Boa noite.

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